04 de mai

Cliff dwelling - PN. Mesa Verde

Parques Americanos. Começando pelo Mesa Verde (Colorado)

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De São Paulo(Brasil) a Denver (Colorado)

Encontrei-me com a Cristina e Otília no Aeroporto de São Paulo de onde saímos em um voo da Continental direto para Houston e daí para Denver onde já tínhamos um carro reservado. É tudo muito simples: já no aeroporto tomamos um pequeno ônibus, da Hertz, que nos levou direto ao escritório. Os documentos foram checados, ofereceram algumas opções, inclusive de um carro maior, mas o único que concordamos foi o de pagarmos um tanque de combustível (70U$) para que, na volta, não ficássemos preocupadas em encontrar um Posto. Ele nos indicou a vaga do carro, um Mazda CX9, acho, bastante espaçoso e confortável. Colocamos nossas malas no bagageiro, Cristina na direção se familiarizando com um carro automático e a Otília estreando o Tom Tom (GPS). Vai pra lá e vem pra cá conseguimos sair da área do Aeroporto e nos dirigimos, pela 25, para Pueblo uma pequena cidade ao sul, onde já havíamos reservado um hotel (La Quinta). A reserva do hotel para o primeiro dia é obrigatória para se entrar nos EUA, se não houver um endereço fixo, que não era o nosso caso. Comemos um Taco genuinamente mexicano, bastante apimentado e, no restaurante mesmo fizemos a primeira alteração no nosso roteiro inicial deixando de fora a ida para Durango por Auto Estrada. Decidimos que, onde pudéssemos, iríamos pelas estradas cênicas, menos rápidas, mas mais bonitas e, fomos dormir. Eu estava tão curiosa com tudo que acordei as duas da madrugada e não consegui mais pegar o sono. As cinco já estava fazendo meu cafezinho na cafeteira do quarto. Enquanto isso a Otília dormia, imagino que sonhava preocupada com nossas diferenças de horário, o meu parecido com o da Cristina. No fim deu tudo certo, pois passados os primeiros dias dormíamos mais do que ela.

Começamos nossa viagem, de verdade, no dia seguinte, dia 03 de maio de 2011. Nossa proposta era visitar alguns Parques Nacionais do Sudoeste Americano nos estados do Colorado, Arizona, Utah, subindo para o Wyoming, mais ao norte, para visitarmos o Gran Teton, Yellowstone e, já retornando, dois parques nas Montanhas Rochosas já perto de Denver de onde partiríamos de volta ao Brasil. Durante o caminho fizemos ainda algumas adaptações por causa do clima e por termos algum tempo sobrando, mas, vamos lá ao nosso primeiro dia de 33 dias de muita beleza e muitas situações engraçadas.

Saindo de Pueblo dirigimos para o sul pela 50. Decidimos abastecer o carro. Desafio! Como abrir o tanque? Como fazer a bomba funcionar? Credo! Juntou gente para ensinar-nos. Agora sabemos de tudo. A partir daí cada uma ficou com uma parte: a Cristina ia lá dentro para pagar e liberar a bomba. Eu e a Otília abríamos, abastecíamos e fechávamos o tanque. Tudo direitinho. Ficamos craques. A direção também era dividida. Para as despesas fizemos uma caixinha na qual depositávamos quantias iguais para as despesas diárias. Bem prático. A Otília “tomava de conta” da caixinha, uma bolsinha azul doada pelo Haroldo. Antes de Montrose visitamos o Black Canyon, descendo até o fundo do mesmo onde fizemos um lanche olhando para o rio. Em Montrose entramos na 550 e começamos a subir pela Million Dollar Highway, estrada histórica, estreita entre Ouray e Silvertone, considerada uma das estradas mais bonitas dos EUA. Dizem que recebeu este nome pelo ouro sob seu pavimento. Havia muita neve nas encostas e, pela primeira vez nesta viagem, vimos os pinheiros verdes sobre o solo coberto de neve. Muito bonito. Fizemos muitas fotos. Dessa região nada tenho, pois sei lá como, dei uma deletada sem querer e perdi as fotos. Uma pena!

E assim chegamos a Durango (CO). Procuramos um hotel e resolvemos ficar no Strater Hotel, uma construção antiga com quartos decorados no estilo romântico. Buscamos por um violino Stradivarius que estava anunciado no Lonely Planet, mas não o encontramos. Pra falar a verdade ninguém do hotel sabia dele. Dormimos em Durango. Há um passeio em uma antiga Maria Fumaça que vai até Silverton. Como já havíamos passado por lá de carro resolvemos passear pela cidade. Uma graça de cidade. Bem antigona, dos anos 1800 com saloons e tudo mais. No dia seguinte partimos no rumo de Cortez. Visitaríamos nosso primeiro parque o Parque Nacional Mesa Verde. E fomos nós de estrada afora no rumo do Mesa Verde.

 

Mesa Verde National Park (Colorado-EUA)

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Mesa Verde é espetacular! Vi muitos parques impressionantes pelas cores, estranhas formações esculpidas pelos ventos e pela água, cores lindas ao pôr do sol e amanhecer, mas nenhum me impressionou tanto como o Mesa Verde, um parque situado em um semiárido, como o nordeste, e onde viveram pessoas há centenas de anos, povos ancestrais (Ancestral Puebloans), que construíram impressionantes edifícios de vários andares, em abrigos naturais, mas… vamos por partes.

Este é um Parque cheio de mistérios. Há 1400 anos atrás, supõe-se que um grupo de pessoas deixou a região em que vivia em busca de outro lugar para morar, escolhendo onde é hoje Mesa Verde. Os povos que aqui viveram e que são chamados de Povos Ancestrais, construíram, plantaram, caçaram, viveram, muito antes dos europeus explorarem a América. Por mais de 700 anos seus descendentes ergueram elaboradas construções de pedra, dentro de rasas alcovas nas paredes dos canyons formando comunidades. Misteriosamente, em torno de 1.200, foram embora, desapareceram, deixando para trás as impressionantes construções de pedra, chamadas de Cliff Dwellings. A primeira coisa ao entrar no Parque (depois de pagar uma entrada de 25 U$ por veículo, válida por uma semana) é ir direto ao Centro de Visitantes. Ali estão todas as informações sobre o que visitar e como fazer a visita. Alguns passeios como o Cliff Palace e o Balcony House são obrigatoriamente guiados pelos Rangers, assim, eles entraram em nossas vidas de visitantes de parques. Estavam presentes em todos eles. Moças e rapazes treinados para proteger, informar, ensinar, sempre com aquela roupa caqui e o inconfundível chapéu ranger. Outros Cliff Dwellings como Spruce Tree House e Step House não necessitam de guias. Passamos por estreitos túneis que mal nos cabiam e subimos por escadinhas de madeira empinadas e muito precárias para, lá de cima, no Balcony, conseguirmos ver a grandiosidade daquelas maravilhas. De queixo caído deixamos o parque e fomos dormir em Cortez ainda no Colorado. Mesa Verde é impressionante e vale a pena!

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