12 de jan

Gaivotas de Galápagos

Os dias em Galápagos

  Galápagos, uma brevíssima informação.

DSC01641 Cópia 2 300x168 Os dias em Galápagos

 Oi amigos!

Retornamos de Galápagos e voltamos maravilhados com tudo. Achamos, no final, que poderíamos ter ficado mais dias. Quem sabe de uma outra vez?

Algumas informações são necessárias para entendermos melhor aquilo tudo.

Trata-se de um arquipélago situado a 1000km da costa do Equador. São várias ilhas, vinte e quatro ao todo, algumas bem pequenas, outras maiores e, a maior de todas, Isabela.

Essas ilhas são de origem vulcânica, formadas há quatro ou cinco milhões de anos a partir da erupção de vulcões submersos no oceano, portanto, nunca tiveram contato com o continente, daí a grande diferença. Em sendo tão longe do continente, as espécies que aí chegaram vieram voando, em um longo voo de 1000km, ou nadaram em oceano aberto ou vieram nos excrementos ou estômago desses viajantes ( sementes ou ovos de insetos). Pequenos mamíferos, pássaros do continente, répteis, insetos, podem ter vindo boiando junto com plantas.

A maior parte da vida selvagem em Galápagos é de pássaros, mamíferos do mar, como os lobos marinhos e répteis, como os iguanas. Os humanos, que não são muitos, introduziram, sem querer, gatos e ratos, predadores das espécies nativas – os quais hoje representam um grande problema, havendo uma campanha bem agressiva para extingui-los – além de galinhas, gado e moscas. Naturalmente, no mar, há baleias, peixes tropicais, etc., etc.

Essas ilhas foram descobertas em 1835 por um bispo que navegava do Panamá para o Peru. Ele fez relatos que lá haviam tartarugas gigantescas e, por isso, as ilhas passaram a chamar Galápagos, mas foi só em 1570 que elas começaram a aparecer nos mapas. Realmente não há relatos de nativos nas ilhas. Durante três séculos, depois do descobrimento, elas foram utilizadas por piratas e caçadores de baleias. As ilhas tinham tudo, madeira para consertar os barcos e para fazer fogo, bons lugares para ancorar, água e as tartarugas gigantes que eram levadas e duravam quase um ano vivas servindo de alimento para os marinheiros. Diz-se que entre 1811 e 1844 mais de 100.000 ou mais foram levadas.

O primeiros residentes das ilhas não foram muito felizes. Conta-se que Patrick Watkins, um irlandês, em 1807, morou dois anos na Ilha de Santa Maria, plantando e trocando seus produtos por bebida (rum) com os poucos barcos que passavam. Um dia…roubou um dos barcos com cinco escravos. Chegou a Guayaquil com apenas um escravo, não se sabendo o que foi feito dos outros. Canibalismo? Morte natural?

Outras histórias contadas durante nossa viagem dão conta de que, de repente apareceu um casal, ele dentista ela de prendas do lar, só que ambos casados. Deixaram marido e mulher e vieram viver a aventura de “um amor na ilha deserta”. Ia tudo muito bem quando apareceram uma condessa europeia e três amantes, um dos quais equatoriano. A condessa, por conta de tão nobre título adquirido de um casamento, já chegou tomando posse das terras e obrigando os antigos moradores e filhos a pagarem “impostos” em forma de comida. A coisa gerou mal estar mas, a vida continuou até que, em um belo dia, a condessa fugiu com um deles e, muito tempo depois foram encontrados mumificados em uma praia. Tudo indica que a ida para o continente deu errado porque o barco se destrambelhou nas pedras. O fato é que muito pouca gente apareceu por lá e ficou.

O arquipélago só foi considerado do Equador em 1832. Em 1934 algumas ilhas foram declaradas santuário da vida selvagem e 97% do arquipélago, em 1959, foram declarados Parque Nacional. Desde 1960 há um turismo bem organizado e, agora, estima-se que 80.000 pessoas estrangeiras visitem as ilhas por ano. Os moradores e parentes, em torno de 30.000,  não são autorizados a entrar na parte protegida da Reserva. O mais importante visitante dessas ilhas foi, sem dúvida, Charles Darwin que lá chegou a bordo do navio Beagle, em 1835. Passou 19 dias em quatro ilhas e coletou material para elaboração de sua teoria da evolução das espécies, publicada muitos anos depois por razões religiosas. Até hoje sua Teoria gera polêmica, alguma coisa como “o Homem que matou Deus”. Discussões à parte foi a este maravilhoso Arquipélago que chegamos no dia 07 de janeiro de 2011, depois de percorrermos mais ou menos 10.500km de Fortaleza até Quito no Equador.

E como chegamos lá? Ah isso é uma outra história…

 Chegando lá. Primeiro Dia.

DSC01614 300x225 Os dias em Galápagos

 Em Quito, no dia da nossa chegada, fomos a uma Agência de Turismo, a Metropolitan Touring. Nos ofereceram dois pacotes: 1 – A bordo de um barco para noventa pessoas, o Santa Cruz, descendo nas ilhas e retornando para dormir, com roteiros de quatro e de cinco dias. 2 – Roteiro combinado, ficando em um Hotel na Ilha de Santa Cruz, com passeios de barco, durante o dia, a outras ilhas. Escolhemos a primeira opção, a mais ecológica. Havia uma promoção de baixa estação e o passeio todo incluindo estadia no navio, alimentação, passeios, passagens aéreas Quito x Galápagos x Quito para duas pessoas U$ 2.700. Achamos um bom preço e fomo. Finalmente estávamos ali para isso, fosse caro ou barato.

No dia anterior à partida fomos a Feira de Otavalo, que nos disseram ser a mais importante feira de artesanato da América do Sul mas, não sei se por ser quinta feira, ela ocupava apenas uma praça. Nos disseram que a verdadeira feira funciona aos sábados. Compramos chalinas feitas em tear manual e outras pequenas lembranças. De lá visitamos uma casa onde funcionam os teares e almoçamos na Hacienda Cusín, uma fazenda de 1700 e alguma coisa, lindíssima. Comida maravilhosa. Passeamos pelos enormes jardins de árvores centenárias e voltamos a Quito já em clima de Galápagos.

No dia seguinte, sexta feira, nos buscaram no Hotel, fomos ao Aeroporto, fizemos escala em Guayaquil (45 min) e … Galápagos estava a uma hora e trinta minutos. Durante o voo para Guayaquil finalmente pudemos ver, de cima, a Avenida dos Vulcões. Vimos todos os cumes, o mais bonito, o Cotopaxi de cone perfeito.

Chegamos a Galápagos em um dos dois únicos aeroportos do arquipélago, o da Isla San Cristóbal. Do aeroporto fomos direto ao Barco Santa Cruz. No caminho já entramos no clima, havia três lobos marinhos calmamente deitados nos bancos perto do porto. Ohss e ahss em profusão e fotos e mais fotos. No barco fomos direto à nossa cabine, que tinha uma grande janela de vidro para o mar, um bom tamanho e um banheiro impecável. Perfeito! Fomos logo chamados para um drinque, uma aula de sobrevivência (uso de salva-vidas, etc.). Almoçamos muito bem. Há um buffet com comidas equatorianas e internacionais, muitas frutas e sobremesas típicas. Comemos muito bem. Mais tarde embarcamos em um pequeno barco e fomos para a praia. Quem quis fez um snorkel fácil. A água estava gelada. Preferimos ficar na praia passeando e tomando sol. Fazia muito tempo que não colocávamos nossos pés no mar e pegávamos um bom sol. Nascidos e criados na beira do mar, com muito sol … a gente sente muita falta dele e do sol. Ficamos alí que nem lagartixas, entre os lobos marinhos, que não estão nem aí para nós. Esta é uma das características de Galápagos. Os bichos não têm medo de gente. Quem observa quem?

DSC 0096 300x199 Os dias em Galápagos

 

Fomos chamados para o retorno. Jantamos com o Comandante que nos deu boas vindas. A boa coisa é que eu não estava mareando. Dormi muito. Acordei com o barco navegando e balançando muito. Havia um vento forte. Estávamos indo para a Isla Española.

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