20 de jan

O voo da fragata em Galápagos (Equador)

Ilhas Galápagos – Terceiro dia

 Passeio pelas Ilhas Fernandina e Isabela.

DSC 0073 300x199 Ilhas Galápagos   Terceiro dia

 

Este foi um dia sensacional. Tudo começou quando navegamos a noite inteira na direção das Ilhas Fernandina e Isabela. Quando o dia amanheceu navegávamos pelo Canal Bolívar muito tranquilamente. Olhei pela janela e vi Vênus, o planeta, enorme, tão grande que iluminava o mar. O sol nasceu. Descemos para o café da manhã e, logo depois, embarcamos no inflável para um passeio pela Ilha Fernandina. É uma ilha jovem, houve erupções vulcânicas recentemente, acho que em 2009. Passeamos por campos de lavas petrificadas. É impressionante a quantidade de iguanas marinhas. Parecia um campo de dinossauros, guardadas as proporções de tamanho. Vimos grandes colônias de cormoranes não voadores. Os cormoranes não voadores são únicos no planeta e são endêmicos em Galápagos. Imaginem uma população ancestral chegando a estas ilhas, livres de predadores. Diante disso, ao longo do tempo, evoluíram perdendo suas asas. Não precisavam mais delas. Dizem os biólogos que ainda conservam algumas características dos seus parentes. As asas se transformaram em nadadeiras como as dos pinguins. Só nadam, não voam. Hoje, os cães introduzidos pelo homem, em algumas partes das ilhas ameaçam a espécie, mas tanto aqui como na Isabela estão livres do perigo. São o retrato da evolução das espécies.

Ficamos muito tempo caminhando pelas lavas petrificadas, observando o comportamento das iguanas marinhas, terrestres e dos lobos marinhos. Fomos chamados ao presente para o almoço. Voltamos para o nosso navio e às três horas da tarde já estávamos embarcando para um passeio no mar da Ilha Isabela. Não sei se entenderam: todo o transporte para as ilhas era sempre feito em barcos infláveis. O navio ficava ao largo. A Ilha Isabela é a maior de todas. Tem muitos vulcões e paredões escarpados. Não descemos, apenas passeamos pelo mar. Havia o opção de um snorkel avançado próximo a Tagus Cove, uma gruta marítima impressionante. Eu e o Haroldo fomos nas barcaças infláveis passear beirando a ilha. Vimos pinguins inacreditavelmente pequenos, encolhidinhos nos penhascos. Supõe-se que, em um passado bem distante, alguns pinguins da Antártida vieram parar aqui navegando pela Corrente de Humboldt. Ficaram. São os pinguins que vivem mais ao norte do planeta e a única espécie que vive no equador. Vivem normalmente em Isabela e Fernandina. São bem menores que os pinguins da espécie Magallanes mas, se parecem com eles. Entramos na Tagus Cove e, de longe víamos os nossos amigos que faziam snorkel a uma temperatura de dezoito graus. Cruzes!

Passeando pelo mar aberto nosso guia viu baleias. Saímos em busca delas. Foi sensacional. Deram um show especial para nós. Uma delas deu um enorme pulo mostrando toda a barriga listrada e o rabo em forma de coração. O dia estava terminado. Essas criaturas magníficas nos deixaram de queixo caído. Voltamos ao nosso navio para um banho e um coquetel de despedida com o comandante. Ele nos brindou com canções latino americanas cantadas com uma voz bonita. Nesta noite navegaríamos para as Ilhas Baltra e Santa Cruz para visitarmos o Centro de Pesquisa Charles Darwin. Lá ficaríamos cara-a-cara com as tartarugas gigantes de Galápagos. Estávamos chegando ao fim de nossa visita às Ilhas Galápagos. Depois do Centro de Pesquisa voaríamos de volta a Quito, mas antes disso as tartarugas gigantes de Galápagos estavam esperando por nós.

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