21 de jan

As gigantescas tartarugas de Galápagos

Ilhas Galápagos – Quarto dia

Ilhas Baltra e Santa Cruz.

Centro de Pesquisa Charles Darwin.

DSC 0289 Cópia 219x300 Ilhas Galápagos   Quarto dia

Na noite anterior fomos avisados de que teríamos de acordar cedinho, 05:30 e colocarmos nossas bagagens do lado de fora da cabine. Tomaríamos nosso café da manhã e sairíamos do navio Santa Cruz para Baltra. E assim foi feito. Embarcamos na Panga (barco inflável), pela última vez colocamos nossos salva vidas e desembarcamos. Tomamos uma balsa para nos levar à Ilha de Santa Cruz onde nos esperava um ônibus. Dali seguimos para o Centro de Pesquisa Charles Darwin. A ilha é enfeitada por flamboayã vermelhos e amarelos, tão floridos como nunca havia visto. Em Baltra está o segundo Aeroporto do Arquipélago.

A Ilha de Santa Cruz tem a cidade mais populosa e organizada de Galápagos, Puerto Ayora. Muitos hotéis, restaurantes e lojinhas. Além disso, nos informaram, que há lindas praias e boas caminhadas. Passamos rapidamente por ela e fomos para o Centro de Pesquisa. Este Centro foi criado em 1959 e mais de 200 cientistas e voluntários trabalham lá. De chegada ficamos cara-a-cara com as gigantescas tartarugas. Gente, é inacreditável o tamanho delas! Havia cinco, caminhando devagar e se deixando fotografar sem stress. Não se assustam, não se encolhem. A gente fica meio hipnotizada. A guia rapidamente chamou-nos para outra atração, o berçário e o incubatório, onde ficam as pequenas tartarugas após a eclosão dos ovos. As tartaruguinhas após atingirem 1,5kg são levadas de volta às suas ilhas. Depois disso fomos apresentados ao Solitário George o único sobrevivente, no mundo, de uma espécie cuja carapaça se parece com uma sela de cavalo. George perdeu a capacidade de se reproduzir pelo tempo sem usar essa capacidade, embora estivesse com várias fêmeas de outra espécie. Não há fêmeas da sua espécie, pelo menos foi isso que nos contou a guia.

Essas tartarugas foram, ao longo do tempo, dizimadas por navios que por lá passavam. Eram aprisionadas e, por durarem muito tempo vivas, um ano, representavam ótimo alimento e assim, quase chegaram a extinção. Na época da fundação do Centro, as 14 últimas residentes da Ilha Española foram trazidas e geraram mais de 1000 tartaruguinhas, com a ajuda de Diego, um macho que restava no Zoológico de San Diego, EUA. O Centro vive de doações. A partir dali, estava terminada nossa visita a Galápagos. Fomos para o Aeroporto e, em voo direto, retornamos a Quito. Despedimos de nossos amigos brasileiros, um casal e duas filhas. Como nós, adoram viajar. Estiveram conosco os quatro dias. Quem sabe a gente se encontre algum dia?

Como vocês observaram a viagem a Galápagos não é um cruzeiro pelo Caribe, por exemplo, embora os navios, como o Santa Cruz, que levam os turistas sejam tão luxuosos quanto.. Na verdade você está visitando a natureza e não é preciso ser um biólogo para entender o que se passou lá ou o que está se passando. Colônias de animais vivendo juntos e… nós?, somos apenas observadores, registrando como jornalistas, e quanto menos aparecermos melhor, menos impacto, portanto, muito cuidado, você está mexendo com o passado em um dos poucos lugares do mundo onde os pés humanos pisaram muito pouco. Voltei para Quito muito satisfeita. Valeu a pena demais! Gostaria que a viagem no navio fosse de mais dias e que pudéssemos ter ficado mais algum tempo na Ilha de Santa Cruz, em um pequeno hotel, fazendo caminhadas ou me detendo no Museu, no Centro Informativo, para aprender mais um pouco. Apareçam por lá, vale a pena!

 

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