24 de jan

Ilhas Ballestas-Paracas (Peru)

Ilhas Ballestas-Paracas (Peru)

Em Paracas (Peru), uma surpresa e tanto!

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 Saímos da Cidade Sagrada de Caral e logo vimos que o melhor seria ficarmos antes de Nazca para não pegarmos a estrada à noite. Escolhemos Pisco, mas ao chegarmos lá percebemos que era impraticável. A cidade está uma loucura. Está sendo reconstruída. Foi devastada por um terremoto em 2007 que durou 3min e 8º na Escala Richter, um tremendo estrago. Paramos em um Caixa Eletrônico, tiramos dinheiro, olhamos o guia e resolvemos seguir para Paracas. Atravessamos o caos de Pisco com sua multidão de moto cuys, buzinas, buracos e seguimos talvez uns 5km pela costa em busca de uma Pousada, Hostal ou fosse o que fosse. Achamos um ótimo o El Mirador, um quarto confortável com terracinho e tudo. Antes de mais nada uma cusqueña gelada para espalhar o sangue. Já era noite. Conversamos um pouco, lemos alguma coisa e nos lembramos de nossos amigos Hermes e Vânia que nos disseram que em Paracas pode-se fazer um tour pelas Ilhas Ballestas, consideradas “as primas pobres de Galápagos”. Na época ficamos pouco interessados, finalmente…estávamos indo para Galápagos! Só que agora a história era diferente, estávamos em Paracas, ponto de partida para as Ilhas e para o Parque Nacional! Decidimos ficar por mais um dia. Contratamos nosso tour para o dia seguinte e às 08:00 já estávamos no porto. Vestimos nossos coletes e partimos em uma lancha com mais ou menos umas 15 pessoas.

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 O mar estava manso e vimos alguns golfinhos mergulhando. Até às ilhas levamos quase 1 hora. A caminho nosso guia mostrou-nos um enorme desenho na montanha, o famoso Candelabro ou Cactos, uma escultura em baixo relevo com mais de 150 metros de tamanho. Na verdade ninguém sabe quem fez aquilo, quando e com que propósito. Alguns acham que é um desenho com conexão a Nazca, outros que tenha servido como orientação para antigos navegantes e que seria baseada na constelação do Cruzeiro do Sul. À nossa frente começaram a aparecer os incríveis arcos das Ilhas Ballestas, por sinal, ballesta significa arco. Os arcos são de vários tamanhos, alturas, ultrapassam as pedras e a gente fica vendo o mar do outro lado. As ilhas, onde não se pode descer, são coalhadas de pássaros de toda qualidade, muito mais do que eu jamais imaginara ver. De longe pareciam moscas. Fomos rodeando e vendo arcos das mais variadas formas, lobos marinhos, pinguins de Humboldt, cormoranes voadores, pelicanos enormes, etc. Estávamos surpresos com a beleza do lugar e a variedade de bichos. O guia nos contou que daquelas ilhas tirou-se muito guano (cocô de milhares de colônias de pássaros) cuja camada depositada por anos a fio chegou a ter 50m de espessura. O guano era retirado indiscriminadamente e servia como fertilizante poderoso e que foi durante muito tempo a base econômica do Peru. Com a substituição do salitre natural pelo artificial, as aves finalmente puderam depositar seus produtos em paz. Ainda há retirada de guano mas é super controlada. Dizendo nosso guia que até condores baixam da altitude dos Andes para virem aqui comerem as placentas das lobas marinhas e que esse alimento é tão forte que não precisam comer durante 8 dias. Depois desta surpresa voltamos para terra e contratamos um tour para o Parque Nacional de Paracas. Passeamos e passeamos pelo parque olhando o mar, muitas vezes pertinho e outras vezes lá embaixo quebrando forte em penhascos alaranjados e bem erodidos. Vimos praias vermelhas e outras de areia fina e branca. Paramos lá na ponta para almoçar em uma comunidade que já existia antes do parque. Foi um almoço e tanto. Comi um ceviche de polvo inesquecível. Os equatorianos que me perdoem mas ceviche é no Peru! Voltamos para o nosso hotelzinho. Vimos a lua lá no alto, estava quase cheia, lembramos de Flecheiras na lua cheia. Já estávamos ficando com saudade. Partimos no dia seguinte. Não sabíamos onde conseguiríamos chegar. As coisas se precipitaram como veremos adiante, paramos em Abancay e já estamos em Cuzco. Na verdade estamos parados sem querer. Hoje é dia 22 de janeiro. Era para estarmos chegando a Puerto Maldonado, no penúltimo trecho antes da fronteira do Brasil. Na verdade havia um Rally na nossa frente fechando a Interoceânica! Conto depois.

5 respostas a Ilhas Ballestas-Paracas (Peru)

  1. Vania disse:

    Heloísa e Haroldo
    estamos viajando lendo a trajetória desta linda viajem. Ficamos felizes de saber que vocês estao bem e curtindo MUITO.
    Beijo no coração de vocês. Estamos com saudades.
    Vania/ Hermes e Pietro

  2. Vania disse:

    Heloisa e Haroldo
    Estamos “viajando” lendo a trajetoria desta linda viagem. Ficamos felizes de saber que voces estão bem e curtindo MUITO!!!
    Estamos com saudades.
    Beijos no coração de voces com saudades…
    Vânia/Hermes e Pietro

  3. fomos ate a ilha foi uma marvilha gostamos muito,ja estamos com saudade estamos pensando em voltar mito lindo fomos muito bem acolhido pelos irmãos peruanos parabens isto e que me faz voltar no peru.

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