02 de jul

Entrando no Petrified Forest NP - EUA

Holbrook (Arizona). No Tempo das Diligências

 DSCN2029 300x225 Holbrook (Arizona). No Tempo das Diligências

Saímos de Cortez cedinho. No café da manhã já sabíamos que, antes do Gran Canyon, desviaríamos para Sedona. Pouco antes de viajar eu tinha visto um Globo Repórter sobre a região. Fiquei muito curiosa e, como o nosso tempo estava de sobra, resolvemos dar uma voltinha por lá, mas, por enquanto, estávamos indo para o Petrified Forest. Eu não ia com grandes expectativas, pois já havia visitado os impressionantes Bosques Petrificados no sul da Argentina. O Petrified Forest ficava a meio caminho de Cortez a Holbrook no Arizona (onde pretendíamos pernoitar). Fomos direto ao Visitor Center e pegamos a estrada que atravessa o Parque para visitarmos o Painted Desert. Na verdade são dois parques em um só, o Painted Desert e o Petrified Forest. Foram 45 km belíssimos com muitos miradores para paisagens impressionantes. Formações como se tivessem sido caprichosamente plissadas, avermelhadas, arroxeadas, azuladas, listadas de várias cores, enfim um festival incrível de cores. Fizemos uma bela caminhada entre algumas dessas formações. Estava ventando bastante, mas ninguém prestava atenção a isso. Espetáculo! Quase saindo do parque chegamos ao Museu, antiga pousada que servia de apoio para os motoqueiros da Rota 66 (alguém se lembra da lendária Rota 66, aquela dos anos 60?). Pois é estávamos nela. Fomos para Holbrook. A cidade é muito pequena, mas havia um hotelzinho e a indiana gerente nos deu dois quartos por um e assim nos instalamos. Fomos comer alguma coisa. O único restaurante aberto era um saloon e nas paredes começamos a ver John Wayne em várias fotos. Naqueles lados John Wayne vive e é o Rei! Fizemos alguns planos. No dia seguinte faríamos o mesmo caminho para visitarmos o Petrified Forest e de lá tomando a autopista (40) até Flagstaff, desceríamos para Sedona. Holbrook que não prometia muita coisa nos surpreendeu por uma pequena encenação. Íamos caminhando pela cidadezinha quando nos deparamos com uma pracinha, algumas pessoas vestidas como no tempo das diligências rá, rá, rá! Paramos para ver o que estava acontecendo e uma senhora que estava um pouco nervosa, pois aquela era sua primeira apresentação, contou-nos que iam representar um fato acontecido em Holbrook, um assalto ao banco da cidade. O espetáculo teve início e o teatro ao ar livre foi animado por uma série de tiros culminando com alguns bandidos “mortos” espalhados pela grama, outros algemados e sacos de dinheiro esparramados. Os do “bem” comemoraram bastante e os atores, cidadãos comuns, agradeceram os aplausos e a tarde ficou noite. Explicaram-nos que foi um fato real e que depois daquela derrota nunca mais os bandidos do tempo das diligências se aventuraram em Holbrook.

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No dia seguinte partimos, agora para o Petrified Forest. Que surpresa ao vermos aquelas árvores tombadas há milhões de anos. Conta a história que há muito tempo aquele altiplano árido era atravessado por inúmeros riachos e…lá, nas nascentes, havia uma grande floresta de enormes pinheiros. As árvores mais altas caíram e foram arrastadas pela água até a planície, onde foram sepultadas pela argila, lodo e cinza vulcânica. E como viraram pedra? Hum… “os depósitos de sedimentos impediram o contato do oxigênio com os troncos e isso não permitiu sua decomposição. Com o passar do tempo, as águas subterrâneas com alto índice de sílica se entranharam pelos troncos que, pouco a pouco, viraram cristais ao entrar em contato com a sílica, assim, as arvores ficaram preservadas”. É impressionante, pois de longe a gente jura que é madeira, mas chegando perto se surpreende com a quantidade de cores na parte central. Cristais de várias cores. Muito bonito.

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Os troncos não ficam inteiros, ficam como se alguém os tivesse cortado em rodelas. Ficaram enterrados durante muito tempo e o vento forte fez com que aflorassem. Vimos troncos totalmente aflorados, outros pela metade, como um renascimento, sempre com o interior muito colorido. No Centro de Visitantes havia uma fatia de tronco polido, doado pela National Geographic. Que beleza! Ficamos surpresas com a quantidade de pedras sendo vendidas no Centro de Visitantes. Sem entender, a Cristina perguntou. A explicação não nos convenceu. Foi dito que aquelas pedras vinham dos arredores fora do parque e que, portanto, os donos eram livres para sua comercialização. Tudo bem, mas serem vendidas dentro do Parque! Nos pareceu uma tremenda contradição. Foi uma visita e tanto. Comemos alguma coisa e partimos para Sedona. Lá nos esperavam as montanhas rosadas que víramos na televisão. Passamos por Flagstaff lembrando bem da nossa parada na cidade, indo para o Alaska (2003), quando nosso Troller travou a caixa de marcha. Credo! E a cara do mecânico ao fazer um pequeno ajuste na embreagem dando uma tapinha no Troller, “good boy”… Era mesminho que dizer “amigo, você está conseguindo sobreviver, apesar da incompetência das meninas!”. É, mas chegamos lá (quem quiser saber mais sobre esta aventura, leia Alaska 2003). Saímos da 40 e descemos para Sedona. A estrada estava bem movimentada. Era fim de semana. Ligeira dificuldade para conseguirmos um hotel, mas quando conseguimos… Da janela do nosso quarto, tomando um bom vinho, assistíamos a rocha de frente se avermelhar ao pôr do sol. Sedona é linda!

6 respostas a Holbrook (Arizona). No Tempo das Diligências

  1. Alceu Júnior disse:

    http://maps.google.com.br/maps?hl=pt-BR&q=petrified%20forest&rlz=1R2ADFA_pt-BRBR435&gs_sm=c&gs_upl=1638l4758l0l9032l8l7l0l0l0l0l764l1903l4-1.1.1l3&bav=on.2,or.r_gc.r_pw.&biw=1024&bih=543&wrapid=tlif131145004021611&um=1&ie=UTF-8&sa=N&tab=wl

    Olá tudo bem?

    Não sei se vc conhece, mas tem um sistema da google que podemos vizualizar a rua.

    Este é o lugar de sua foto na placa.

    Qualquer coisa estou a disposição.

    Abraços

    Alceu Júnior

    • Heloisa disse:

      Oi Alceu desculpe pela demora em te responder. Ainda não mexo direito com o Google Maps, mas vou aprender inclusive para traçar rotas. Deve ser interessante. Meus diários estão bem atrasadinhos, mas na semana que vem prometo colocá-los em dia. Obrigada, heloisa

  2. Heloisa disse:

    Oi Thelma desculpe pela demora. Estava na Ilha de Pascoa, um lugar espetacular, cheio de mistérios. Os Moais são sensacionais, olhos vazios perdidos no tempo. Esculturas enormes de 100 ou mais toneladas transportadas para a beira do mar a partir de uma pedreira situada a quase 15 km de distância. Vale a pena uma visita. Quanto ao Google, sinceramente ainda não sei mexer com ele, mas vou aprender. Os meus relatos da viagem aos EUA estão super atrasados e ao fim deles colocarei o roteiro. Bj, obrigada, Heloisa

  3. Alceu Júnior disse:

    Ótimo Heloisa! Computador é assim mesmo…risos…cada dia algo diferente.

    Minha meta ainda é fazer a viagem até o Alaska. Se Deus quiser.

    Sou professor também Heloisa, coincidências….risos…

    Obrigado pela atenção.

    Até mais, forte abraço

  4. Heloisa disse:

    Bote pra frente seus planos! Boa sorte, Heloisa

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