02 de dez

Em busca do El Dourado 2001 – Venezuela

Acompanhe a grande aventura feita por dois aventureiros no mês de julho de 2001, em Busca do El Dorado – Venezuela.

Para chegarmos ao Parque Nacional Canaima o Troller teve que subir o Rio Amazonas, de balsa, a partir de Belém, até Manaus em uma viagem de cinco dias. A volta, a favor da correnteza, durou só três dias.

Ficamos hospedados no Hotel Jungle Palace, um hotel flutuante. Da janela do nosso apartamento víamos o reflexo da selva nas águas tranqüilas de um braço do Rio Negro.

Durante nossa estadia no Jungle Palace, tivemos noções de sobrevivência na selva, visitamos uma aldeia indígena, fizemos um passeio ao Hotel Ariaú, caminhamos por suas extensas passarelas que ficam na altura das árvores e dali vimos um inacreditável pôr do sol.

Do Amazonas partimos para Roraima e daí para a Venezuela. No caminho atravessamos a Linha do Equador e a complicada fronteira venezuelana.

Após a fronteira venezuelana penetramos no setor oriental do Parque Nacional Canaima ou La Gran Sabana. O Parque é um dos maiores do planeta, são 3.000.000 de hectares. A paisagem é constituída por incríveis cachoeiras, tepuys e a savana a perder de vista.

A primeira cachoeira que visitamos foi o Salto Jaspe, que cai de pedras vermelhas, o Jaspe, símbolo da Venezuela e logo em seguida vem o Salto Kama, altíssimo e maravilhoso.

Saindo da savana, passamos por Puerto Ordaz e Ciudad Bolívar, pegamos um Ferry para Isla Margarita. Uma volta de Troller pela Ilha nos mostrou paisagens muito bonitas como uma pescaria de sardinhas e uma multidão de pelicanos interesseiros.

Encontramos um grupo de jipeiros e com eles passeamos, conhecendo os famosos cactos, dos quais comemos uma gostosa frutinha e assistimos a um belíssimo pôr do sol na Bahía Juangriego.

De Margarita pegamos uma excursão para o setor ocidental do Parque Canaima. Fechamos os olhos e embarcamos em um Bandeirante e foram duas horas de sofrimento. Sobrevoamos o Auyán-Tepuy, de onde despenca a maior cachoeira do planeta, o Salto Angel de 979 metros. O avião desce próximo à Laguna Canaima, de águas castanhas, onde desembocam três enormes cachoeiras.

Chegando à Laguna Canaima, embarcamos em uma “curiara”, canoa indígena, demos uma volta e tivemos oportunidade de apreciar as três cachoeiras e um grande tepuy que compunha a paisagem. Desembarcamos na Ilha Anatoliy e daí caminhamos até o Salto Sapo. A chegada se faz por uma trilha entre uma muralha de água e outra de pedra e só depois se conhece a parte frontal do Salto. Muito bonito!

Voltamos para Margarita e estava na hora de retornar para o Brasil. Pegamos um Ferry para o continente. Passamos novamente pela Gran Sabana e resolvemos fazer uma trilha para Kavanayén, uma aldeia indígena.

A caminho visitamos o majestoso Salto Aponwao, de 110 metros de altura, o Toron Merú, uma cachoeira diferente pois desce em uma escadaria de jaspe. Dormimos em Chivaton, uma pousada muito simples no meio da savana, depois de uma trilha difícil.

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