05 de jan

Vulcão Chimborazo(Equador)

De Cuenca a Quito (Equador)

  Humboldt e Simón Bolívar.

DSC01553 300x225 De Cuenca a Quito (Equador)

 

 Entre Cuenca e a cidade de Riobamba havia duas atrações: el Nariz del Diablo e o Vulcão Chimborazo. Em Alausi tentamos ver o famoso nariz. Nada explicava se era uma montanha ou que diabo era. Entramos em um pequeno povoado e alguém nos explicou que não, não era uma montanha e sim um lugar onde a antiga estrada de trem fazia um zig zag, com ré e tudo (subia e descia em Z). E é? Ficamos sabendo que essa estrada teve enorme importância para o Equador e hoje é quase um roteiro turístico. Está sendo reformada. Nos disseram que, viajando no trem, as vistas dos vulcões são espetaculares. Sendo assim subimos a estradinha do povoado e pegamos novamente a Pan Americana. Seguimos para a Reserva de Producción Faunística Chimborazo. Foi lá que chegamos meio desanimados, pois o tempo não estava bom e havia muita neblina. Queríamos ver o Vulcão Chimborazo, a mais alta montanha do Equador e, dizem ser também, o mais alto ponto quando medido a partir do centro da Terra. Se é ou não, a verdade é que é o ponto mais alto das Américas (6.310m). O acesso ao primeiro refúgio é fácil. Há uma estrada asfaltada até lá. Estacionamos o Troller e… o vimos. As nuvens descobriam e cobriam o cume bem arredondado coberto de gelo que se tornava rosado à medida que o sol começava a baixar para o poente. Muitos turistas por ali. Subimos vagarosamente até o segundo refúgio a quase 5.200m. Beleza! Descemos até o primeiro refúgio e ficamos ainda aproveitando o fim de tarde. Havia um painel que dizia que aquele roteiro é chamado de Roteiro do Libertador, no caso Simón Bolívar. Dizem que ele, em 05 de julho de 1822, subiu o Chimborazo até uma altura desconhecida e que, de lá olhou para as Nações que ajudara a libertar, pelo poder de sua espada e de suas ideias, e observou o abismo e a eternidade. Se sentiu arrebatado e lhe veio a inspiração para escrever o famoso “Delírio sobre o Chimborazo”. Era o que contava o painel. O frio começou a apertar e fomos descendo para Riobamba. Passamos da cidade e nos hospedamos em uma hacienda, a La Andaluza. Fazendona a caráter. Dormida gostosa. Na manhã seguinte fomos embora para Latacunga e iniciamos o circuito Quilotoa (Quilotoa Loop). Pensávamos visitar a azul Laguna Quilotoa (dizem ser lindíssima) que fica na cratera do vulcão, ver o Vulcão Cotopaxi e dormir em uma comunidade indígena, para depois terminarmos o circuito. Paciência, o que aconteceu foi o seguinte: na entrada para o Lago havia uma grande confusão de ônibus e carros, passamos da entrada e com o nevoeiro forte andamos uns 30km no caminho errado. É bom lembrar que estamos sem mapa na mão e no GPS. Com o nevoeiro fortíssimo resolvemos voltar. Foi aí que um carro passante nos disse que o caminho não era aquele. Fomos voltando no sufoco. Chegamos à entrada do Lago debaixo de chuva e ainda forte neblina. Não o veríamos naquele dia. Quem sabe no seguinte? Tomamos uma sopa de quinoa feita pelas índias, conversamos com um guia que estava por lá, ainda nos balançamos para dormir na comunidade, mas resolvemos descer. Estávamos bem decepcionados. Dormimos em Latacunga, uma cidade meio feia. Se não houvesse neblina teríamos visto o Cotopaxi, um vulcão ativo que já destruiu a cidade três vezes. No dia seguinte imaginávamos ver os vulcões da Avenida dos Vulcões. Por quê Avenida dos Vulcões? Esse nome foi dado por Humboldt, em 1802, quando visitava a América do Sul e os Andes Equatorianos. Oito dos dez mais altos cumes do Equador estão nesta parte dos Andes. E viemos tentando ver alguns cumes, vimos pedacinhos aqui e ali. Quem sabe na volta? Passaremos de novo por ali a caminho de Guayaquil. Chegamos a Quito, uma cidade de 2.400.000 habitantes e uma altitude de 2.850m, com um mapa fuleragem. Conseguimos chegar calmamente ao Holiday Inn que nos acolheu com um bom preço e um ap. super maravilhoso. Que bom! Quito é uma outra história. Quero só adiantar que já nos organizamos para Galápagos. Amanhã vamos visitar a parte histórica da cidade. Contratamos um tour a pé. Chove e faz frio em Quito.

 

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