30 de abr

Atoleiros na BR 163 - Pará

Atoleiros na BR 163

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Atoleiros na BR 163 - Pará

Nosso carro chegou com dois dias de atraso. Na manhã seguinte finalmente saímos de Alter do Chão. A estrada é a BR 163. Rodamos 80 km em asfalto e depois uma piçarra já consolidada pelos caminhões que são muitos pois estamos na época da colheita de soja. Essa piçarra se encontra com a Tranzamazônica em Rurópolis. De Rurópolis até a entrada de Itaituba, as duas estradas se confundem. Mais 50 km de asfalto até Trairão. Muita chuva, muitos atoleiros e pedaços de asfalto.

Em um lugarejo chamado Caracol resolvemos parar. Estávamos muito cansados. Foram 460 km de estrada bem difícil. Em Caracol ficamos no Hotel O Campeão, muito simples mas com ar condicionado, roupa de cama limpa e um bom papo na porta com os caminhoneiros. Conversamos bastante sobre a dificuldade dos caminhões naquela trilha barrenta. Absurdo! Uma estrada super importante para o escoamento do milho e soja do Mato Grosso para o porto de Santarém naquelas condições?!

Depois de Novo Progresso enfrentamos o pior trecho. Estrada péssima! O grande problema é que são muitos caminhões. Muitas vezes interrompem a estrada atolados ou atravessados (escorregam e ficam atravessados). Nos contaram em Caracol, que ali às vezes ficam três dias parados esperando que um trator os puxe. Nós pegamos trechos muito complicados: caminhões, carros pequenos, caminhonetes todos atolados naquela lama vermelha e, naquela situação, não passa ninguém. Em uma dessas nos indicaram uma passagem ao lado da estrada por onde possivelmente passaríamos. Lá mesmo ficamos, dentro de um mingau de lama. O Haroldo desceu do carro para pedir auxilio ao pessoal do IBAMA que estava passando por ali e, com as pernas metidas no barro conseguiu colocar o cabo de aço. Felizmente fomos puxados e saímos do outro lado. Fiquei impressionada com a quantidade de armas que portavam. Estavam com a Polícia Federal e era arma pra todo lado! Saímos dali, mais um pedaço de asfalto até próximo a Cachimbo e daí alguns pedaços ainda de piçarra, entramos em Guarantã do Norte, uma cidade bem arrumadinha. Foi nesse trecho que nosso carro ao chegar a velocidade de 80 começava a tremer a direção. Ficamos bem preocupados, mas em um posto de combustível alguém nos orientou a tirar a lama das rodas. Assim fizemos e foi resolvido o problema. Mais uma lição. Dormimos em Guarantã. Haroldo tinha dirigido durante 11 horas. Estava exausto. Lama para todo lado!

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